A Polícia Federal cumpriu, neste sábado (27), dez mandados de prisão domiciliar contra condenados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, um dia após a prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, no Paraguai. Ele foi detido ao tentar fugir para El Salvador utilizando documentos falsos.

Entre os alvos estão militares da reserva, oficiais do Exército, ex-integrantes do governo federal e o ex-assessor especial da Presidência, Filipe Martins, condenado a 21 anos de prisão. Também foi alvo Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça.

As ordens judiciais foram cumpridas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro em parte das ações.

Os investigados terão que usar tornozeleira eletrônica, entregar o passaporte, estão proibidos de manter contato com outros investigados, de usar redes sociais e de receber visitas. Também foi determinada a suspensão de eventuais registros de porte de arma de fogo.

Um dos condenados, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, não foi localizado no endereço informado à Justiça e é considerado foragido.

Segundo o STF, os alvos fazem parte dos núcleos 2, 3 e 4 da organização criminosa investigada por planejar, articular e financiar ações voltadas à ruptura institucional. As condenações ainda não são definitivas e cabem recursos.

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