A base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado Federal apresenta divergências em relação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio aos desdobramentos do caso Banco Master.
Levantamento publicado recentemente aponta que senadores que haviam defendido Moraes em 2024 passaram a adotar posições diferentes diante da atual crise. Parte deles optou por não se manifestar publicamente, enquanto outros passaram a apoiar pedidos de impeachment do ministro.
Segundo a apuração, pelo menos quatro senadores que anteriormente haviam manifestado apoio a Moraes preferiram não se posicionar agora: Beto Faro (PT-PA), Fabiano Contarato (PT-ES), Teresa Leitão (PT-PE) e Marcelo Castro (MDB-PI).
Ao mesmo tempo, parlamentares de partidos que integram a base governista passaram a figurar entre os signatários de pedidos de afastamento do ministro. Entre eles estão Chico Rodrigues (PSB-RR), Leila Barros (PDT-DF) e Flávio Arns (PSB-PR).
A mudança de posicionamento ocorre em um contexto de forte repercussão das informações relacionadas à relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O Senado já recebeu diferentes pedidos de impeachment contra ministros do STF, e novas solicitações relacionadas a Moraes foram apresentadas após a divulgação de informações sobre o caso.
O cenário também coincide com a proximidade das eleições de 2026 e com o aumento das discussões no Congresso sobre a atuação do Supremo. Senadores ouvidos pela imprensa têm apresentado posições distintas sobre a possibilidade de abertura de processos contra ministros da Corte.


