A tradicional rampa de voo livre da Serra de Jaraguá, na região central de Goiás, foi cenário de um resgate complexo nesta terça-feira (21). Um piloto de parapente sofreu uma queda em uma área de mata fechada e de difícil acesso terrestre enquanto realizava voos de treinamento.
A ocorrência exigiu uma rápida mobilização das forças de salvamento e o uso de suporte aéreo para garantir a estabilização e a remoção segura do esportista, evidenciando os riscos inerentes aos esportes de aventura.
A dinâmica da queda
O piloto, identificado como Fernando Faria, de 58 anos, estava na cidade para os preparativos da competição XCERRADO 2026. De acordo com informações preliminares divulgadas, durante a execução do voo, ele perdeu altitude rapidamente, culminando em uma colisão da ponta de seu equipamento contra as árvores da encosta.
Por ter caído em um trecho de declive acentuado e vegetação densa na serra, as equipes de solo enfrentaram barreiras naturais que inviabilizaram a aproximação imediata com macas ou viaturas convencionais.
Operação integrada de resgate
Diante do cenário desafiador, a organização do evento desportivo acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO). O resgate exigiu precisão tática e técnica:
- Apoio aéreo: O helicóptero de resgate dos bombeiros foi despachado para acessar a coordenada exata da queda e realizar a extração da vítima.
- Estado de saúde: Ao ser alcançado pelos socorristas, Fernando estava consciente e orientado, mas relatava dores intensas na região das costas e nas pernas, consequências diretas do impacto.
- Encaminhamento médico: Após os primeiros socorros e a imobilização padrão no local, o esportista foi transportado com segurança para uma unidade hospitalar, onde foi submetido a exames de imagem e avaliação clínica detalhada.
A direção da prova destacou que todos os protocolos de contingência foram ativados com agilidade, fator determinante para o sucesso da operação de resgate sem maiores agravos ao atleta.
