A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal foi rejeitada pelo Senado Federal por uma margem apertada de votos, ficando a sete votos abaixo do mínimo necessário para aprovação.
Nos bastidores, integrantes da articulação política do Partido dos Trabalhadores (PT) elaboraram uma lista de parlamentares que poderiam contribuir com a aprovação do nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os citados estava o senador por Goiás, Wilder Morais, que também preside o Partido Liberal (PL) no estado.
A lista, revelada pelo jornalista Octavio Guedes, da GloboNews, incluía ainda outros seis senadores do PL: Romário, Izalci Lucas, Marcos Rogério, Wellington Fagundes, Styvenson Valentim e Zequinha Marinho.
Apesar de figurar na lista, Wilder Morais não participou da votação. O senador não registrou presença no plenário durante o processo e só apareceu após o encerramento, quando gravou um vídeo comemorando a rejeição da indicação.
A ausência gerou repercussão negativa entre integrantes e apoiadores do PL. Em resposta, Wilder publicou um novo vídeo em que afirmou ter cometido um erro de tempo. Segundo ele, a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se estendeu por mais de cinco horas, enquanto a votação no plenário durou apenas cinco minutos.
“Cheguei logo em seguida. Esse é o fato. Errei no tempo, mas não no meu posicionamento”, declarou o senador, que também negou qualquer apoio à indicação. “Estão dizendo por aí que não fui votar porque era a favor do outro lado. É mentira. Já me posicionei contra essa indicação anteriormente”, concluiu.
