A cidade de São Paulo registrou neste sábado (17) o primeiro alerta extremo da Defesa Civil enviado pelo sistema Cell Broadcast, direcionado às zonas sul e leste da capital. A medida inédita foi adotada diante de uma chuva intensa e rápida, com elevado potencial de risco à população.
Em aproximadamente uma hora, o volume de precipitação chegou a quase 50 milímetros, índice classificado como chuva extrema pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). O acumulado em curto intervalo provocou alagamentos generalizados, elevação rápida de córregos e levou toda a capital ao estado de atenção.
As regiões da Mooca, Ipiranga e Santo Amaro entraram em estado de alerta devido a transbordamentos de cursos d’água. Ruas e avenidas ficaram intransitáveis, impactando o trânsito e a mobilidade urbana.
Na Grande São Paulo, os reflexos da tempestade foram graves. Em Mauá, na região metropolitana, o Corpo de Bombeiros localizou um veículo dentro de um córrego na Estrada do Schenk. No interior do carro estava um homem de 54 anos, já sem vida. Ainda não há confirmação oficial se o automóvel foi arrastado pela enxurrada.
Ao longo do sábado, a tempestade provocou um cenário de caos na capital e no entorno, com registros de alagamentos, pessoas desaparecidas, congestionamentos e falta de energia elétrica. Segundo a concessionária Enel, quase 36 mil imóveis ficaram sem luz.
No Capão Redondo, zona sul de São Paulo, duas ocorrências graves chamaram a atenção das autoridades. Rajadas de vento chegaram a 48 km/h e, na Avenida Carlos Caldeira Filho, dois veículos foram arrastados pela enxurrada e caíram em um córrego.
A Defesa Civil segue monitorando a situação e reforça o alerta para que a população evite áreas alagadas, não tente atravessar vias inundadas e busque abrigo em locais seguros durante chuvas intensas.
