Salvador — O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou, na sexta‑feira (6/2), uma resolução do Diretório Nacional que intensifica a ofensiva da legenda contra a autonomia do Banco Central e faz duras críticas à atual política monetária brasileira. O texto foi divulgado no sábado (7/2), em meio às comemorações dos 46 anos do partido na capital baiana.
A resolução questiona a independência da autoridade monetária — instituída durante o governo de Jair Bolsonaro — afirmando que ela teria se transformado em “um obstáculo ao projeto político petista”, ao restringir investimentos produtivos, aprofundar a financeirização da economia e drenar recursos públicos. O PT defende a redução da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15 % ao ano, e uma revisão da meta de inflação, considerada incompatível com as necessidades de desenvolvimento econômico.
O documento sustenta que a política monetária vigente teria operado como “instrumento de bloqueio ao projeto eleito nas urnas”, e que a manutenção de juros altos comprometeria investimentos, emprego e crescimento. Petistas também direcionam críticas ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ligado ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, por não ter acelerado cortes mais profundos na Selic.
No mesmo documento, o PT abordou temas de política externa, manifestando apoio à Venezuela e a Cuba e condenando o que chama de pressões internacionais sobre esses países. O texto afirma que o Brasil deve rejeitar qualquer tentativa de interferência externa na autodeterminação dos povos latino‑americanos, apontando para a necessidade de respeito à soberania regional.
A resolução ainda inclui posicionamentos sobre a regulação do ambiente digital para combater a disseminação de informações falsas e intensificar mecanismos democráticos nas redes sociais.
