Um sobrevoo recente sobre a área de descarte de resíduos em Piracanjuba evidencia uma realidade que não deveria mais existir: rejeitos acumulados a céu aberto. A cena reflete um problema antigo, resultado de anos de acúmulo e de um modelo de destinação final considerado inadequado do ponto de vista ambiental.
Em pronunciamento oficial, a prefeita Lenízia anunciou o fechamento definitivo do lixão e detalhou como passará a funcionar o novo sistema de manejo de resíduos sólidos no município. Segundo a gestora, Piracanjuba contará com uma Central de Transbordo, que funcionará de segunda a domingo, das 6h às 18h, recebendo os resíduos coletados na cidade para posterior destinação adequada.
A prefeitura informou que a coleta de lixo orgânico seguirá ocorrendo nos dias habituais, enquanto o município avançará na implantação da coleta seletiva, de acordo com o calendário municipal. A medida busca reduzir impactos ambientais, atender à legislação e melhorar a gestão dos resíduos urbanos.
Apesar de representar um avanço significativo, a administração municipal destaca que o fechamento do lixão não se resume apenas à mudança de local de descarte. Para que o novo modelo seja efetivo, é necessária também uma mudança de comportamento da população. A mistura de resíduos recicláveis com orgânicos compromete a coleta seletiva, reduz a reciclagem e aumenta novamente o volume de rejeitos.
A prefeitura reforça que o sucesso do novo sistema depende da participação coletiva. Enquanto o poder público organiza a estrutura e o funcionamento da coleta, cabe à comunidade separar corretamente o lixo e respeitar os dias estabelecidos no calendário municipal.
A gestão municipal aposta que, com o engajamento da população, Piracanjuba poderá superar um passivo ambiental histórico e avançar para um modelo mais sustentável de destinação de resíduos.
