sábado, 18 de abril de 2026

PM preso em operação da Corregedoria guardava mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo, aponta investigação

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 04/02/26 – 19:49

PM preso em operação da Corregedoria guardava mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo, aponta investigação

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 04/02/2026
19:49

Um dos policiais militares presos durante a operação da Corregedoria da Polícia Militar, deflagrada nesta quarta-feira (4/2), guardava mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo em sua residência. O agente é suspeito de atuar na segurança pessoal de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, proprietário da empresa de transportes Transwolff, investigada por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com apuração do Metrópoles, o policial mantinha R$ 1.180.000 no imóvel. O nome do agente não foi divulgado oficialmente, e a reportagem apurou que não se trata do capitão Alexandre Paulino Vieira, um dos presos na operação.

Ao todo, três policiais militares foram presos nesta fase da investigação. Eles são suspeitos de participar ativamente da gerência e execução de serviços de segurança pessoal e patrimonial para Pandora, além de realizarem a escolta de Cícero de Oliveira, conhecido como , apontado como representante legal da Transwolff.

Entre os detidos está o capitão Alexandre Paulino Vieira, que ocupava o cargo de comandante da Assessoria Militar da Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo. Vieira também atuou como ajudante de ordens de Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Casa.

Em nota, a Câmara Municipal de São Paulo informou que apenas Alexandre Paulino Vieira integrava a assessoria militar da PM no Legislativo, função que exercia desde outubro de 2014, tendo atuado durante as gestões de cinco presidentes da Casa. Segundo o comunicado, os outros dois policiais presos nunca foram servidores da Câmara.

A defesa do capitão Alexandre Paulino Vieira não foi localizada até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

Segundo a Corregedoria da PM, os serviços de segurança investigados teriam sido prestados entre 2020 e 2024, período que também é alvo da Operação Fim da Linha, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), pela Polícia Militar, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Receita Federal.

A operação desta quarta-feira cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, além de três mandados de prisão temporária contra os policiais militares investigados.

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