sexta-feira, 17 de abril de 2026
Ginecologista Marcelo Arantes

Ginecologista investigado por crimes sexuais em Goiás é apontado como “predador” pela polícia

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 16/04/26 – 20:59

Ginecologista investigado por crimes sexuais em Goiás é apontado como “predador” pela polícia

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 16/04/2026
20:59
Ginecologista Marcelo Arantes

Quem é o médico investigado

O ginecologista investigado é Marcelo Arantes Silva, profissional da área de reprodução humana que atuava em clínicas particulares em Goiás.

A identidade e a imagem dele foram divulgadas pela Polícia Civil com autorização judicial, com o objetivo de estimular outras possíveis vítimas a procurarem a polícia.

Denúncias envolvem abusos durante consultas

Segundo as investigações, o médico teria se aproveitado da relação de confiança com as pacientes para cometer atos libidinosos durante consultas e exames ginecológicos.

Até o momento, pelo menos cinco mulheres formalizaram denúncias, sendo:

  • quatro casos em Goiânia;
  • um caso em Senador Canedo.

Relatos indicam condutas inapropriadas durante atendimentos médicos, o que está sendo apurado pela Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem).

Delegada classifica caso como “predador sexual”

A delegada responsável pela investigação afirmou que o comportamento do médico apresenta características típicas de um “predador sexual”, destacando a forma como ele conquistava a confiança das vítimas antes dos abusos.

Os crimes investigados teriam ocorrido ao longo de anos, com registros que remontam a 2017 e casos mais recentes entre 2022 e 2023.

CRM suspende atuação do médico

Diante da gravidade das denúncias, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) determinou a suspensão do direito de exercer a medicina do profissional.

A medida é cautelar e visa impedir novos atendimentos enquanto o caso segue sob investigação.

Pedido de prisão foi negado

A Polícia Civil chegou a solicitar a prisão preventiva do ginecologista, mas a Justiça negou o pedido e determinou apenas medidas cautelares.

O médico responde às acusações em liberdade, e a defesa ainda não havia se manifestado até as últimas atualizações do caso.

Polícia busca novas vítimas

As autoridades acreditam que o número de vítimas pode ser maior e reforçam o pedido para que outras mulheres que tenham passado por situações semelhantes procurem a polícia.

As investigações seguem em andamento e o caso pode ganhar novos desdobramentos nos próximos dias.

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