A Polícia Federal identificou uma série de transações financeiras consideradas suspeitas ao representar pela prisão do funkeiro Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan, e de outras 39 pessoas no âmbito da operação “Narco Fluxo”.
Segundo a investigação, o grupo teria movimentado ao menos R$ 1,6 bilhão em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), utilizando produtoras musicais como fachada.
O artista foi detido na última quarta-feira (15), e é apontado como um dos possíveis líderes da estrutura investigada.
Transações e nomes citados
De acordo com a apuração, há registros de movimentações envolvendo empresas e influenciadores. Uma empresa ligada a Pablo Marçal teria transferido cerca de R$ 4,4 milhões para o funkeiro.
Já a influenciadora Deolane Bezerra teria recebido R$ 430 mil de uma produtora associada ao artista e posteriormente transferido R$ 1,16 milhão ao Instituto Neymar Jr.
Outro nome citado é o do cantor Guilherme Kauê Castanheira Alves, que teria recebido R$ 150 mil em uma transação apontada no relatório.
As movimentações foram identificadas em documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que analisou operações atribuídas a um suposto operador do esquema.
Investigações seguem
Na representação, os delegados afirmam que MC Ryan possui histórico associado a investigações por crimes como lavagem de dinheiro e outros ilícitos financeiros. O caso segue em apuração, e os citados ainda poderão apresentar defesa no curso do processo.
