Um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, com sintomas compatíveis com Ebola. O caso foi registrado neste sábado (30) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
De acordo com o Ministério da Saúde, o paciente chegou à unidade hospitalar em estado grave, apresentando diarreia intensa e desorientação. Ele precisou ser intubado após o agravamento do quadro clínico.
O atendimento inicial ocorreu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde a suspeita inicial era de malária. Posteriormente, o paciente foi transferido para o Instituto Emílio Ribas, referência nacional em doenças infecciosas.
Segundo as autoridades sanitárias, o homem esteve recentemente na República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto da cepa Bundibugyo do vírus Ebola. A situação levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificar o evento como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
Dados divulgados pela OMS apontam que, até a última sexta-feira (29), haviam sido registrados 906 casos suspeitos e 223 mortes suspeitas na República Democrática do Congo. Além disso, foram confirmados 125 casos e 17 mortes nas províncias de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. Em Uganda, nove casos confirmados e uma morte também foram registrados.
A cepa Bundibugyo apresenta taxa de letalidade estimada entre 30% e 50%, e atualmente não possui vacina nem tratamento específico aprovado.
Apesar da suspeita, o Ministério da Saúde reforçou que não há confirmação laboratorial de Ebola no paciente internado em São Paulo. Os exames estão sendo realizados pelo Instituto Adolfo Lutz.
As autoridades de saúde já acionaram o Plano de Contingência Nacional para Doença pelo Vírus Ebola, que prevê isolamento do paciente, notificação imediata e monitoramento de pessoas que tiveram contato próximo com o caso suspeito.
A coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Regiane de Paula, informou que todas as medidas previstas nos protocolos sanitários foram adotadas assim que os critérios clínicos e epidemiológicos foram identificados.
Mesmo diante da investigação, a Secretaria Estadual da Saúde avalia como muito baixo o risco de introdução e disseminação da doença no Brasil e na América do Sul.
Matéria em atualização.