A primeira-dama Rosângela da Silva rebateu nesta segunda-feira (13) as críticas relacionadas ao seu papel no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em entrevista ao UOL, Janja afirmou que parte da resistência enfrentada por ela está relacionada ao fato de o Brasil não estar acostumado com uma primeira-dama que participe ativamente das discussões e agendas governamentais.
Segundo ela, sua atuação inclui reuniões, viagens institucionais e acompanhamento de pautas sociais consideradas prioritárias pelo governo federal, como ações de combate à fome e iniciativas voltadas ao enfrentamento da pobreza menstrual.
“Eu vou quase todo dia para o Planalto, faço reunião, faço agenda, viajo a trabalho”, declarou a primeira-dama durante a entrevista.
Ao comentar as críticas recebidas, Janja citou a ex-primeira-dama Ruth Cardoso e afirmou acreditar que parte dos ataques possui relação com preconceitos de classe social. Segundo ela, sua origem familiar e trajetória de vida são diferentes das de outras primeiras-damas que ocuparam o posto anteriormente.
A esposa do presidente também respondeu aos questionamentos envolvendo gastos com viagens e compromissos internacionais. Para Janja, as críticas fazem parte de uma estratégia de desgaste político direcionada ao governo federal.
Ela classificou parte das acusações como manifestações de misoginia e ressaltou que as escolhas relacionadas a hospedagens e transporte seguem protocolos oficiais estabelecidos para autoridades e integrantes de delegações governamentais.
As declarações repercutem em meio ao debate sobre o papel institucional da primeira-dama e sua participação em agendas públicas nacionais e internacionais.
