O Corpo de Bombeiros encerrou, neste domingo (25), a Operação Brumadinho, criada para localizar as vítimas do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, da Vale, ocorrido em janeiro de 2019, em Minas Gerais.

Ao longo de 2.558 dias de trabalho ininterrupto, a operação realizou a vistoria de cerca de 11 milhões de metros cúbicos de rejeitos, em uma das maiores e mais longas ações de busca e resgate da história do país.

Segundo a corporação, apesar do encerramento das buscas em campo, o trabalho segue ativo na fase de identificação de joias e fragmentos, conduzida pela Polícia Civil. Os segmentos localizados pelos bombeiros ao longo da operação continuam sendo analisados e periciados por equipes especializadas.

A última vítima identificada foi Maria de Lourdes da Costa, no dia 6 de fevereiro de 2025. Ela tinha 59 anos, era corretora de imóveis e estava em Brumadinho a passeio no momento da tragédia. Com a identificação, Maria de Lourdes tornou-se a 268ª vítima oficialmente localizada do desastre.

O rompimento da barragem deixou um rastro de destruição ambiental, social e humana, marcando profundamente a história do Brasil e impulsionando debates sobre segurança de barragens, responsabilidade empresarial e reparação às vítimas.

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