O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), intensificou durante o fim de semana as articulações para indicar o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Pacheco é aliado de primeira hora de Alcolumbre no Senado e é cotado para ocupar a vaga deixada pelo ministro Bruno Dantas, que renunciou ao cargo nesta segunda-feira (31) para se dedicar a atividades na iniciativa privada.
Mobilização por quórum
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles, Alcolumbre e integrantes de sua equipe telefonaram pessoalmente para senadores durante o fim de semana para pedir que permaneçam em Brasília nesta semana de esforço concentrado.
A preocupação do presidente do Senado é garantir quórum não apenas para uma eventual votação da indicação de Pacheco, mas também para outras matérias previstas na pauta da Casa.
Entre os projetos que podem ser analisados estão a PEC da Segurança e a proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho e trata do possível fim da escala 6×1.
Parte dos senadores está em seus estados, participando de agendas políticas próprias ou apoiando aliados durante o período eleitoral.
Apoio de diferentes grupos
De acordo com interlocutores ouvidos pela coluna, Alcolumbre conta com apoio do Centrão, do governo federal e de setores da oposição para aprovar a indicação de Pacheco.
A estratégia articulada pelo presidente do Senado é levar a indicação diretamente ao plenário da Casa, sem tramitação por comissão.
A escolha, porém, ainda depende dos procedimentos formais relacionados à abertura da vaga.
Votação pode ocorrer nesta semana
Alcolumbre aguarda a comunicação formal do TCU sobre a saída de Bruno Dantas para dar andamento à indicação.
Caso o processo avance conforme o planejado, a votação do nome de Rodrigo Pacheco poderá ocorrer já nesta terça-feira (1º) ou quarta-feira (2).
A articulação reforça a influência de Alcolumbre sobre o Senado e ocorre em uma semana considerada estratégica para a votação de importantes matérias no Congresso Nacional.

