A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu preservar o acesso à Mifepristona, remédio utilizado na maioria dos abortos realizados nos Estados Unidos.
A decisão impede, ao menos por enquanto, que entrem em vigor restrições defendidas por estados conservadores e mantém válidas as regras atuais da Food and Drug Administration (FDA).
Com isso, segue autorizada a distribuição do medicamento por farmácias e também pelo correio, sem necessidade de consulta médica presencial.
Na prática, mulheres continuarão podendo receber a medicação por telemedicina ou delivery farmacêutico enquanto o processo judicial segue em andamento.
O caso ainda deve continuar sendo debatido na Justiça norte-americana e poderá retornar à Suprema Corte em 2027.
A decisão mantém um dos principais pontos de disputa sobre direitos reprodutivos nos Estados Unidos após a revogação da decisão Roe v. Wade em 2022.
