Documento com mais de 4 mil páginas aponta fraudes bilionárias e cita Lulinha, banqueiro e ex-ministro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, recebeu nesta quarta-feira (15) o relatório final da CPMI do INSS, comissão que investigou, ao longo de sete meses, um amplo esquema de fraudes em benefícios previdenciários.
Apesar de ter sido rejeitado pelo colegiado por 19 votos a 12, o documento foi encaminhado à Corte, acompanhado de um texto alternativo apresentado pela base governista — o que mantém o caso sob análise e eleva a tensão política em torno das conclusões.
Assinado pelo deputado Alfredo Gaspar, o relatório rejeitado reúne mais de 4.000 páginas e traz acusações graves. Entre elas, o pedido de indiciamento de figuras de destaque, como Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República, o empresário Daniel Vorcaro e o ex-ministro Carlos Lupi.
A investigação foi marcada por forte embate político e elevado grau de complexidade, incluindo mais de 1.000 quebras de sigilo autorizadas ao longo dos trabalhos. Segundo integrantes da comissão, o objetivo foi rastrear um suposto esquema de corrupção estruturado, envolvendo a inserção de dados falsos no sistema do INSS para obtenção indevida de benefícios.
Mesmo rejeitado, o envio do relatório ao STF indica que o material poderá continuar produzindo desdobramentos no âmbito judicial e político, especialmente diante da gravidade das acusações e dos nomes citados.