terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Conta de luz mais cara em 2026? Segundo projeções da consultoria Thymos Energia, o reajuste médio das tarifas deve chegar a 7,64%, quase o dobro da inflação prevista para o período.

Reajuste médio das tarifas de energia deve chegar a 7,64% em 2026, aponta consultoria

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 08/02/26 – 19:43

Reajuste médio das tarifas de energia deve chegar a 7,64% em 2026, aponta consultoria

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 08/02/2026
19:43
Conta de luz mais cara em 2026? Segundo projeções da consultoria Thymos Energia, o reajuste médio das tarifas deve chegar a 7,64%, quase o dobro da inflação prevista para o período.

As contas de luz devem pesar mais no bolso dos brasileiros em 2026. De acordo com projeções da consultoria Thymos Energia, o reajuste médio das tarifas de energia elétrica no país será de 7,64%, percentual que representa quase o dobro da inflação prevista para o período.

Segundo o último Boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, o mercado financeiro estima que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fique em 3,99% em 2026. Em algumas distribuidoras, no entanto, o aumento das tarifas pode se aproximar ou até ultrapassar três vezes esse índice.

A Thymos Energia aponta três fatores principais para os reajustes elevados:

  • Custos maiores de geração de energia;
  • Alto volume de perdas, que incluem furtos e ligações irregulares;
  • Crescimento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia subsídios do setor elétrico e é rateado entre todos os consumidores.

Entre as distribuidoras com maiores aumentos estimados, destacam-se:

  • Neoenergia Pernambuco: 13,12%
  • CPFL Paulista: 12,50%
  • Enel Ceará: 10,66%

Por outro lado, algumas concessionárias devem registrar reajustes negativos, o que pode resultar em leve alívio para os consumidores:

  • Neoenergia Brasília: -3,73%
  • Amazonas Energia: -1,72%
  • Equatorial Piauí: -0,83%

O cenário reforça o desafio do setor elétrico em equilibrar custos, investimentos e modicidade tarifária, ao mesmo tempo em que amplia a preocupação das famílias com o impacto da energia no orçamento doméstico.

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