O prefeito de Joviânia, Max Pereira Barbosa, foi afastado do cargo por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás. A medida, tomada após julgamento de uma ação eleitoral, tem efeito imediato e retira o gestor da função enquanto o caso ainda pode ser analisado em instâncias superiores.
Com o afastamento, assume interinamente a Prefeitura o presidente da Câmara Municipal, Elisberto, que passa a responder pela administração do município até nova decisão da Justiça Eleitoral.
Cassações e investigação por compra de votos
A decisão do TRE-GO também determinou a cassação dos mandatos do vice-prefeito, Roudison Sabino Muniz, e dos vereadores Flávio Martins de Sousa e João Paulo Ferreira Rezende.
O processo investigou suspeitas de compra de votos nas eleições municipais de 2024. Segundo a Justiça Eleitoral, há indícios de captação ilícita de votos e abuso de poder econômico durante a campanha, com eleitores supostamente recebendo vantagens em troca de apoio político.
O Tribunal entendeu que as irregularidades comprometeram a lisura do processo eleitoral.
Inelegibilidade e multa
Além da cassação dos mandatos, os envolvidos foram declarados inelegíveis por oito anos e também condenados ao pagamento de multa.
Recurso pode mudar cenário
O prefeito afastado informou que já recorreu da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. A defesa também aguarda análise de um pedido de liminar que pode suspender os efeitos da decisão e permitir o retorno ao cargo.
Caso o recurso seja aceito, Max poderá reassumir a Prefeitura. No entanto, se a decisão for mantida, o município deverá passar por eleições suplementares, que precisam ocorrer em até 90 dias.
Impacto na Câmara Municipal
A decisão também afeta o Legislativo municipal. Com a cassação de dois vereadores, a Justiça Eleitoral deve realizar uma recontagem de votos para definir os novos ocupantes das vagas, o que pode alterar a composição da Câmara.
O caso segue em andamento e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.