sexta-feira, 3 de abril de 2026
Policiais penais federais aprovaram estado de greve e podem paralisar atividades a partir de segunda (6).

Policiais penais federais aprovam greve e ameaçam paralisar presídios a partir de segunda (6)

Francisco Félix

Francisco Félix

Publicado em: 02/04/26 – 16:21

Policiais penais federais aprovam greve e ameaçam paralisar presídios a partir de segunda (6)

Francisco Félix

Francisco Félix

Publicado em: 02/04/2026
16:21
Policiais penais federais aprovaram estado de greve e podem paralisar atividades a partir de segunda (6).

Mobilização pode afetar unidades de segurança máxima; categoria cobra criação de fundo contra o crime organizado

Policiais penais federais decidiram entrar em estado de greve e ameaçam paralisar o sistema penitenciário federal a partir da próxima segunda-feira (6/4). A mobilização foi aprovada por unanimidade durante assembleia realizada nesta semana.

A paralisação deve impactar diretamente presídios de segurança máxima em todo o país. De acordo com a categoria, haverá suspensão total das atividades não essenciais e redução de até 50% dos serviços considerados essenciais.

Na prática, serão mantidos apenas atendimentos básicos, como alimentação dos detentos, banho de sol, visitas limitadas e assistência médica em casos de urgência.

O movimento é uma resposta à falta de avanço do governo federal na criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc). A proposta é considerada estratégica pelos policiais penais, que defendem mais investimentos em estrutura, segurança e valorização profissional.

Segundo o presidente da Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF), Gentil Silva, a categoria se sente preterida nas discussões.

“A ausência de convite às entidades de classe da Polícia Penal Federal e da Polícia Rodoviária Federal evidencia diferenciação no tratamento com as forças policiais que lutam diariamente contra o crime organizado”, afirmou.

Nos bastidores, o clima é de crescente insatisfação. Integrantes da categoria alegam que foram inicialmente excluídos das discussões sobre o fundo, o que foi interpretado como desvalorização dentro das forças de segurança pública.

Uma reunião realizada nesta semana no Ministério da Justiça, com participação de representantes da categoria, terminou sem acordo, aumentando a pressão por uma resposta imediata do governo.

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