A Polícia Federal avalia como insatisfatória a proposta de colaboração apresentada por Daniel Vorcaro no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo reportagem da Infocaldas notícias, investigadores entendem que os relatos entregues até agora apenas reforçam informações que já haviam sido identificadas pela PF e pela Procuradoria-Geral da República em fases anteriores da investigação.
Um dos pontos considerados frágeis seria a falta de aprofundamento sobre a relação de Vorcaro com ministros do Supremo Tribunal Federal. A suspeita é de que o empresário possa estar preservando políticos ligados à sua rede de contatos.
Por esse motivo, PF e PGR ainda não demonstrariam interesse em aceitar o acordo de delação.
A situação também pode impactar a condição de custódia de Vorcaro. Segundo a apuração, já existe a possibilidade de retorno do empresário ao Presídio da Papuda, onde ele ficou preso inicialmente em março.
Atualmente, Vorcaro permanece em cela especial na Superintendência da PF após indicar intenção de colaborar com as investigações.
A quinta fase da operação, realizada em 7 de maio, incluiu busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira, presidente do PP. Segundo a investigação, a medida teria sido baseada em provas coletadas antes da proposta de delação.
A PF também segue analisando materiais apreendidos:
➡️ Dois celulares de Vorcaro já foram periciados
➡️ Outros seis aparelhos ainda serão examinados
➡️ Cerca de 80 dispositivos recolhidos nas primeiras fases seguem sob análise
Caso a colaboração avance, a homologação caberá ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF.