quarta-feira, 14 de outubro de 2026
A Polícia Federal identificou indícios de uma possível tentativa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de influenciar o ministro Dias Toffoli durante investigações envolvendo a instituição financeira.

PF aponta suspeita de influência de Daniel Vorcaro sobre Dias Toffoli em investigação do Banco Master

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Francisco Félix

Publicado em: 11/09/26 – 10:41

PF aponta suspeita de influência de Daniel Vorcaro sobre Dias Toffoli em investigação do Banco Master

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Francisco Félix

Publicado em: 11/09/2026
10:41
A Polícia Federal identificou indícios de uma possível tentativa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de influenciar o ministro Dias Toffoli durante investigações envolvendo a instituição financeira.

A Polícia Federal identificou indícios que levantaram suspeitas sobre uma possível tentativa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, de exercer influência sobre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o período em que o magistrado esteve à frente de decisões relacionadas às investigações envolvendo a instituição financeira.

De acordo com informações obtidas a partir da análise do celular de Vorcaro e de materiais apreendidos durante a operação, os investigadores encontraram mensagens, registros de contatos e movimentações financeiras que passaram a ser examinadas pela PF.

As apurações apontam que havia comunicação entre Vorcaro e Toffoli. Embora as mensagens conhecidas não tratassem diretamente de pagamentos ou negócios, elas registravam combinações de encontros e referências ao ministro em conversas mantidas por pessoas ligadas ao banqueiro.

Outro ponto analisado pela Polícia Federal envolve operações financeiras relacionadas à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio. A empresa já participou do empreendimento turístico Tayayá Resort, localizado no Paraná. Segundo os investigadores, fundos ligados à estrutura financeira investigada no caso Banco Master também tiveram participação no resort.

Diante dos elementos reunidos, a PF encaminhou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, informações que apontariam possível conflito de interesses, defendendo a suspeição de Toffoli em atos relacionados às investigações do Banco Master.

O ministro negou qualquer irregularidade. Em sua defesa, Toffoli afirmou que todos os valores ligados aos seus negócios são legais e devidamente declarados. Ele também negou ter recebido recursos de Daniel Vorcaro ou de Fabiano Zettel, cunhado do empresário, além de afirmar que não mantém relação de amizade íntima com o controlador do Banco Master.

As investigações ainda identificaram uma suposta estrutura utilizada por pessoas ligadas ao banqueiro para acessar informações sigilosas sobre procedimentos do Ministério Público Federal. Mensagens analisadas pela PF indicam que dados internos relacionados a apurações envolvendo Vorcaro e operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB) teriam sido obtidos de forma irregular.

O caso segue sob investigação das autoridades federais.

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