Diálogos obtidos pela Polícia Federal apontariam cobranças de repasses financeiros ao resort Tayayá, empreendimento que teve como sócia a empresa Maridt, ligada à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. As mensagens foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a reportagem, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria autorizado transferências que somam R$ 35 milhões ao empreendimento. O resort Tayayá teria como sócia a Maridt, empresa da qual Toffoli é sócio.
Ainda de acordo com o jornal, nas conversas extraídas pela PF, Vorcaro teria cobrado de seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, a realização das transferências ao resort. Em um dos diálogos, ocorrido em maio de 2024, o banqueiro teria afirmado estar em “situação ruim” e pressionado para que os pagamentos fossem resolvidos.
🔎 Relatoria e posicionamento
Dias Toffoli deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master no STF após a divulgação de que relatórios da Polícia Federal mencionavam seu nome em dados extraídos do celular de Vorcaro.
O ministro classificou os achados da PF como “ilações” e afirmou não ter envolvimento com Daniel Vorcaro ou Fabiano Zettel.
Segundo investigadores, além da Maridt, o empreendimento também contava com participação de fundos ligados ao Banco Master.
O caso segue sob apuração.


