segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
OPERAÇÃO DARK TRADER Polícia Civil e Ministério Público de SP miram organização criminosa chinesa que movimentou R$ 1,1 bilhão em 7 meses com venda irregular de eletrônicos.

Operação Dark Trader mira organização criminosa chinesa e bloqueia bilhões em bens

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 15/02/26 – 11:28

Operação Dark Trader mira organização criminosa chinesa e bloqueia bilhões em bens

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 15/02/2026
11:28
OPERAÇÃO DARK TRADER Polícia Civil e Ministério Público de SP miram organização criminosa chinesa que movimentou R$ 1,1 bilhão em 7 meses com venda irregular de eletrônicos.

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, nesta quinta-feira (12/2), a Operação Dark Trader contra empresas ligadas a uma organização criminosa chinesa que atuava na distribuição de produtos eletrônicos da capital paulista para diversos estados do país.

Segundo as investigações, o grupo utilizava um sistema estruturado para desviar dinheiro e ocultar receitas. Os eletrônicos eram vendidos por meio de uma plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada, enquanto as notas fiscais eram emitidas por outras firmas, dificultando o rastreamento financeiro.

Em apenas sete meses, o esquema teria movimentado pelo menos R$ 1,1 bilhão.

Mandados e prisões

A operação cumpre 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Ao todo, 100 policiais civis, 20 auditores fiscais e dois promotores de Justiça participam da ação.

As investigações apontam ainda que integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) eram utilizados como “laranjas” pelo grupo. Pessoas com histórico ligado a facções criminosas figuravam como sócios de fachada e beneficiários de imóveis de alto padrão.

De acordo com as autoridades, essa estratégia tinha como objetivo promover a blindagem patrimonial da organização.

Bloqueio bilionário

O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP) obteve o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão. Entre os bens identificados e bloqueados estão ao menos R$ 25 milhões em imóveis de alto padrão, veículos de luxo e dezenas de contas bancárias registradas em nome de laranjas.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 36 bilhões e a investigação de 32 pessoas — sendo 18 físicas e 14 jurídicas — além de 36 contas bancárias vinculadas ao esquema.

As apurações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar o alcance total da organização criminosa.

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