quarta-feira, 14 de outubro de 2026
O nome “Operação Elli”, escolhido pela Polícia Federal para uma das fases da investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Moreira Luchsinger, provocou reação entre pessoas próximas ao presidente Lula.

Nome de operação da PF envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger gera reação no entorno de Lula

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Francisco Félix

Publicado em: 24/08/26 – 10:26

Nome de operação da PF envolvendo Lulinha e Roberta Luchsinger gera reação no entorno de Lula

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Francisco Félix

Publicado em: 24/08/2026
10:26
O nome “Operação Elli”, escolhido pela Polícia Federal para uma das fases da investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Moreira Luchsinger, provocou reação entre pessoas próximas ao presidente Lula.

O nome escolhido pela Polícia Federal para uma das fases da investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária e lobista Roberta Moreira Luchsinger provocou incômodo entre pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A etapa da investigação foi denominada pela PF como Operação Elli e teve como objetivo aprofundar as apurações sobre uma possível prática de lavagem de dinheiro. A escolha do nome passou a chamar atenção de aliados do presidente, que interpretaram a denominação como uma possível referência indireta à expressão “Faz o L”, slogan associado ao campo político lulista.

A interpretação, porém, não é confirmada pela Polícia Federal. Em documentos encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), a corporação apresenta a investigação como um desdobramento de outras fases da apuração e descreve os elementos que levaram à inclusão de Roberta Luchsinger no inquérito.

Segundo a PF, durante a análise do material reunido nas fases anteriores da investigação, foram identificados indícios que apontariam para a prática reiterada de crimes de lavagem de capitais atribuídos a Antônio Carlos Camilo Antunes e a outras pessoas que fariam parte de seu círculo de atuação financeira.

A partir desse material, os investigadores passaram a apurar também o possível envolvimento de Roberta Luchsinger. Medidas cautelares foram solicitadas pela Polícia Federal e posteriormente autorizadas pela Justiça.

A investigação também alcançou Lulinha, filho do presidente Lula, que teve o sigilo quebrado no âmbito das apurações. As medidas fazem parte de uma investigação mais ampla sobre possíveis operações financeiras e suspeitas de lavagem de dinheiro.

Apesar da repercussão política provocada pelo nome “Elli”, a Polícia Federal não indicou oficialmente qualquer relação entre a denominação da operação e o slogan político “Faz o L”.

O episódio, entretanto, acrescentou um componente político a uma investigação que já envolve personagens próximos ao presidente da República e que deverá continuar sendo acompanhada de perto pelo governo e pela oposição.

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