quarta-feira, 14 de outubro de 2026
O Ministério Público da Bolívia emitiu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales por supostos crimes de terrorismo e levante armado.

MP da Bolívia emite nova ordem de prisão contra Evo Morales por acusações de terrorismo e levante armado

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Francisco Félix

Publicado em: 30/07/26 – 10:05

MP da Bolívia emite nova ordem de prisão contra Evo Morales por acusações de terrorismo e levante armado

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Publicado em: 30/07/2026
10:05
O Ministério Público da Bolívia emitiu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales por supostos crimes de terrorismo e levante armado.

O Ministério Público da Bolívia expediu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales sob acusações de terrorismo e levante armado. A medida está relacionada às investigações sobre os bloqueios de rodovias e manifestações que paralisaram diversas regiões do país por mais de 50 dias, entre maio e junho deste ano.

A informação foi confirmada pelo procurador-geral do Estado, Roger Mariaca. O mandado foi emitido em cumprimento a uma determinação do procurador Brayan Melgar, após ação apresentada pelo Comitê Cívico Pró-Santa Cruz.

Esta é a segunda ordem de prisão em vigor contra Morales. O ex-presidente também é investigado em outro processo que apura suposto envolvimento em um caso de tráfico de pessoas relacionado a uma menor de idade. Morales nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política.

Em publicação nas redes sociais, o ex-presidente acusou o governo do presidente Rodrigo Paz de tentar responsabilizá-lo pelas mobilizações populares para desviar a atenção da crise econômica e social enfrentada pelo país.

“Não vão nos intimidar. Continuaremos lutando ao lado do povo, como sempre fizemos, com a convicção de que a Bolívia merece um caminho diferente: o da dignidade, da soberania, da justiça social e da recuperação da esperança para todas e todos”, afirmou Morales.

Na mesma publicação, o ex-presidente declarou que permanece ao lado da população que sofre com a situação econômica e sustentou que processos judiciais e perseguições políticas não resolverão os problemas enfrentados pela Bolívia.

O caso amplia a tensão política no país e pode gerar novos desdobramentos judiciais e institucionais nos próximos meses.

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