Investigações envolvem 23 contratos firmados entre 2021 e 2024; valor total das intervenções chega a R$ 351 milhões
O Ministério Público de São Paulo identificou indícios de superfaturamento e pagamentos indevidos que somam R$ 42,7 milhões em contratos de obras emergenciais da Prefeitura de São Paulo. Ao todo, as intervenções analisadas custaram cerca de R$ 351 milhões aos cofres públicos.
A informação foi divulgada inicialmente pelo UOL e confirmada pelo InfoMoney.
De acordo com os documentos, as suspeitas envolvem 23 contratos firmados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras durante o primeiro mandato do prefeito Ricardo Nunes, entre 2021 e 2024. A análise foi conduzida pelo Centro de Apoio à Execução do Ministério Público.
O órgão aponta possíveis pagamentos em duplicidade e repasses acima do devido em despesas indiretas das obras, que representam aproximadamente 12% do valor total executado.
O caso segue sob apuração, e as autoridades avaliam eventual responsabilização dos envolvidos, caso as irregularidades sejam confirmadas.