O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou neste domingo (8) que o magistrado tenha frequentado a casa do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em Trancoso, distrito de Porto Seguro, na Bahia.
A informação havia sido publicada no blog do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo.
Em nota, o gabinete do ministro afirmou que a informação divulgada é “integralmente falsa”. Segundo o comunicado, Moraes jamais realizou viagens particulares com o empresário.
“O ministro jamais realizou qualquer viagem particular com Daniel Vorcaro para qualquer destino”, diz a nota.
Ainda de acordo com a manifestação, Moraes também “nunca esteve na propriedade citada”, classificando como improcedentes as tentativas de vincular sua agenda pessoal ou profissional a supostos encontros com o banqueiro.
Supostas mensagens
Na sexta-feira (6), Moraes já havia negado ter enviado mensagens a Vorcaro. Segundo o STF, uma análise técnica de dados telemáticos indicou que os registros divulgados não correspondem aos contatos do ministro nos arquivos apreendidos durante as investigações.
A verificação foi solicitada pelo próprio gabinete do magistrado após a divulgação de supostas conversas envolvendo o ministro e o empresário.
Prisão de Vorcaro
Daniel Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
Segundo os investigadores, a etapa atual da operação apura possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos ligados à atuação de uma organização criminosa.
As investigações indicam ainda que práticas relacionadas ao Banco Master teriam provocado um déficit de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por ressarcir investidores e correntistas em caso de quebra de instituições financeiras.
Não é a primeira vez que Vorcaro é alvo da operação. Em novembro, o banqueiro chegou a ser preso pela Polícia Federal, mas obteve o direito de responder em liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
A nova prisão foi baseada em elementos reunidos durante a investigação. Mensagens encontradas no celular do empresário, apreendido na primeira fase da operação, indicariam que ele teria determinado a um interlocutor que agredisse o colunista Lauro Jardim e também teria ameaçado “moer” uma empregada.