terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Violência contra a mulher cresce em Goiás em 2025 Mais de 55 mil mulheres foram vítimas de violência no estado até novembro de 2025, segundo dados do CNJ. O número já supera todo o ano de 2024.
fotos retiradas da internet

Mais de 55 mil mulheres foram vítimas de violência em Goiás em 2025

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 02/01/26 – 17:53

Mais de 55 mil mulheres foram vítimas de violência em Goiás em 2025

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 02/01/2026
17:53
Violência contra a mulher cresce em Goiás em 2025 Mais de 55 mil mulheres foram vítimas de violência no estado até novembro de 2025, segundo dados do CNJ. O número já supera todo o ano de 2024.
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Dados do CNJ e do Ligue 180 revelam aumento de processos, descumprimento de medidas protetivas e 60 feminicídios no estado

Goiás registrou 55.689 novos processos relacionados à violência contra a mulher até novembro de 2025, número que já supera os 50.042 casos contabilizados em todo o ano de 2024, segundo dados do Painel Interativo de Violência Contra a Mulher, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No mesmo período, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 recebeu 10.297 denúncias e pedidos de orientação no estado.

Com esses números, Goiás ocupa atualmente a 7ª posição no ranking nacional de crimes de violência doméstica. Até o último dia do ano, em 31 de dezembro, foram registrados 60 feminicídios, mantendo o mesmo número de mulheres assassinadas em 2024.

Violência doméstica lidera registros

Entre os processos enquadrados na Lei Maria da Penha, a violência doméstica aparece como a principal ocorrência em Goiás, com 31.469 casos. Em seguida, estão os crimes classificados como “contra a mulher” (12.517) e as lesões praticadas em razão da condição de mulher (7.886).

Também foram contabilizados 5.225 casos de descumprimento de medidas protetivas, além de 2.701 registros de violência psicológica, evidenciando a reincidência dos agressores mesmo diante de ordens judiciais.

Quando a proteção falha

Dados consolidados de janeiro a novembro de 2025 mostram que o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) concedeu 40.326 medidas protetivas de urgência ao longo do ano. Apesar da agilidade — com média de concessão em quatro dias e casos urgentes atendidos em menos de 24 horas — cerca de 5.225 dessas medidas foram descumpridas.

Mesmo com ordens judiciais em vigor, 60 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, muitas delas sob proteção judicial no momento do crime, o que levanta questionamentos sobre a efetividade das medidas e a segurança das vítimas.

Meses com maior número de ocorrências

O levantamento aponta que outubro foi o mês com maior volume de registros, somando 5.538 novos processos, seguido por agosto (5.303) e setembro (5.176). Em novembro, até o fechamento parcial dos dados, foram contabilizados 4.637 novos casos.

Ao todo, 42.439 processos tramitaram no 1º Grau, em varas e juizados especializados.

Cresce a procura pelo Ligue 180

Entre janeiro e novembro, Goiás contabilizou 10.297 atendimentos no Ligue 180, sendo que 67% das ligações partiram das próprias vítimas. Cerca de 40% dos contatos resultaram em denúncias formais, encaminhadas às autoridades de segurança pública.

As principais ocorrências relatadas envolvem violência física, psicológica, moral e patrimonial. O estado ocupa a 7ª posição nacional em volume de atendimentos, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

Canais mais utilizados

O telefone foi o principal meio de contato, representando 62,5% dos atendimentos, seguido pelo WhatsApp, com 17,41%. Entre os principais motivos de contato estão pedidos de informações sobre o funcionamento da central (1.669 registros), orientação sobre serviços da rede de proteção (1.012) e relatos de violência no ambiente doméstico ou familiar (760).

Crescimento preocupante

Em comparação com 2024, o número de processos judiciais relacionados à violência contra a mulher aumentou em 5.647 casos, enquanto a demanda pelo Ligue 180 cresceu 34% em Goiás, reforçando o cenário de alerta e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência de gênero.

Fonte: Painel Interativo de Violência Contra a Mulher (CNJ) e Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180.
Dados judiciais consolidados até 30/11/2025. Feminicídios contabilizados até dezembro de 2025.

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