O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o ano de 2026 reorganizando o tabuleiro político do governo federal com foco nas eleições deste ano. No Palácio do Planalto, a expectativa é que cerca de 20 ministros deixem seus cargos até o fim do primeiro semestre para disputar eleições estaduais ou vagas no Congresso Nacional.
Antes das definições finais, a maior parte dos auxiliares deverá se reunir individualmente com o presidente para alinhar estratégias e discutir os próximos passos políticos. O prazo-limite para a desincompatibilização dos cargos é abril, conforme determina a legislação eleitoral.
Alguns destinos já estão praticamente definidos. O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), deve disputar o governo de Alagoas. Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), articula uma candidatura ao Senado por Pernambuco.
Outros nomes ainda aguardam aval direto do presidente. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, avalia cenários como uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado por Mato Grosso do Sul, seu estado de origem. A definição deve ocorrer após reunião com Lula, prevista para até o fim de janeiro.
Situação semelhante vive a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O nome dela é cogitado para uma disputa ao Senado por São Paulo em 2026, mas ainda não há definição quanto à legenda. Marina tem sido procurada por partidos como PT, PSol e PSB e também aguarda uma conversa com o presidente.
Lula já iniciou tratativas com outros integrantes da Esplanada. Nesta semana, o presidente teve um almoço prolongado com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. No encontro, foi discutida a possibilidade de Haddad integrar o palanque governista em São Paulo, proposta que enfrenta resistência do próprio ministro.
Com o avanço do calendário eleitoral, as próximas semanas devem ser decisivas para a reformulação do ministério e para a estratégia política do governo federal nas eleições de 2026.


