A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro tornou sem efeito a decisão que havia concedido liberdade condicional ao ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio. A revogação ocorreu após o juízo constatar que o réu não compareceu para formalizar o benefício junto ao Conselho Penitenciário, etapa obrigatória para a efetivação do livramento.
Bruno foi condenado a 23 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio, assassinada em 2010. O caso teve ampla repercussão nacional à época, envolvendo o desaparecimento e a morte da jovem.
A execução penal do ex-jogador foi transferida para o Rio de Janeiro em 2021, quando ele passou a cumprir pena em regime semiaberto domiciliar. Em janeiro de 2023, a Justiça havia deferido o livramento condicional, considerado a última etapa antes da extinção da pena, desde que o condenado cumpra todas as exigências legais.
Com o não comparecimento para a formalização do benefício, a Justiça decidiu suspender os efeitos da concessão. O caso segue sob acompanhamento da Vara de Execuções Penais.


