Decisão judicial garante acesso ao medicamento
A decisão foi tomada pelo juiz Lucas Galindo Miranda, que concedeu um mandado de segurança obrigando o município a fornecer o medicamento utilizado no tratamento da obesidade grave.
Segundo o magistrado, a medicação é necessária para preservar a saúde do paciente, que apresenta um quadro clínico severo da doença.
“O medicamento requerido mostra-se essencial à preservação da saúde e da própria dignidade do paciente”, destacou o juiz na decisão.
Paciente apresenta obesidade mórbida
De acordo com os documentos apresentados no processo, o paciente possui índice de massa corporal (IMC) superior a 40, condição classificada como obesidade grau III, além de apresentar:
- altos níveis de gordura visceral;
- dificuldade de mobilidade;
- limitações para atividades cotidianas.
O quadro clínico também aponta que o paciente pesa cerca de 140 kg, mesmo após diversas tentativas de tratamento.
Tratamentos anteriores não tiveram resultado
Antes da ação judicial, o paciente havia tentado outros métodos disponíveis no sistema público de saúde, como:
- uso de sibutramina;
- indicação de cirurgia bariátrica.
Segundo o processo, essas alternativas não tiveram resultados satisfatórios, o que levou o médico responsável a indicar o uso do Ozempic (semaglutida) como tratamento necessário para controle do peso.
Município havia negado o fornecimento
A prefeitura de Porangatu havia negado o fornecimento do medicamento sob a justificativa de que ele não faz parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) do Sistema Único de Saúde.
No entanto, o juiz considerou que a negativa administrativa não se sustenta diante da prescrição médica, da gravidade da doença e da comprovação de que o paciente não possui condições financeiras de comprar o remédio, que possui custo elevado.
Direito constitucional à saúde
Na decisão, o magistrado reforçou que o acesso ao tratamento médico é um direito fundamental garantido pela Constituição, cabendo ao poder público assegurar os meios necessários para preservar a saúde da população.
Após a decisão, a prefeitura informou que foi notificada e que o caso foi encaminhado para análise da Procuradoria Jurídica e da Secretaria Municipal de Saúde.