quarta-feira, 14 de outubro de 2026
A Justiça de São Paulo marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o júri popular de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC.

Justiça marca júri popular de Marcola por ataques atribuídos ao PCC durante os Crimes de Maio

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Francisco Félix

Publicado em: 26/08/26 – 11:38

Justiça marca júri popular de Marcola por ataques atribuídos ao PCC durante os Crimes de Maio

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Publicado em: 26/08/2026
11:38
A Justiça de São Paulo marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o júri popular de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC.

A Justiça de São Paulo marcou para os dias 11, 12 e 13 de maio de 2027 o júri popular de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Marcola será julgado sob acusação de participação em um homicídio consumado e uma tentativa de homicídio contra policiais militares ocorridos em 12 de maio de 2006, na cidade de Jundiaí, interior de São Paulo.

Os crimes investigados estão relacionados à série de ataques promovidos pelo PCC em maio de 2006, episódio que marcou a história da segurança pública brasileira e ficou conhecido como Crimes de Maio.

Ataques coordenados

A onda de violência teve início após o governo paulista determinar a transferência de 765 integrantes da facção para uma unidade prisional do interior do estado submetida a regras mais rígidas de segurança.

Em resposta, o PCC desencadeou uma série de ações coordenadas contra forças de segurança, prédios públicos e outros alvos ligados ao Estado.

Durante os ataques, diversas cidades paulistas registraram atentados, incêndios de veículos, confrontos armados e ameaças que levaram ao fechamento de estabelecimentos comerciais e à redução da circulação de pessoas em várias regiões.

Um dos episódios mais violentos do país

Os acontecimentos de maio de 2006 deixaram um saldo de 564 mortos, segundo dados amplamente divulgados sobre o período.

Entre as vítimas estavam 59 agentes públicos, incluindo policiais e profissionais ligados à segurança, além de 505 civis.

A crise provocou um clima de medo em todo o estado de São Paulo e é considerada um dos episódios mais graves da história recente da segurança pública brasileira.

Julgamento

O júri popular deverá analisar as acusações específicas relacionadas aos ataques registrados em Jundiaí. A defesa de Marcola terá oportunidade de apresentar seus argumentos durante o julgamento.

Preso há décadas e apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do PCC, Marcola responde a diversos processos relacionados à atuação da organização criminosa.

A expectativa é que o julgamento tenha forte repercussão nacional devido à relevância histórica dos Crimes de Maio e à posição de destaque atribuída a Marcola dentro da facção.

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