sábado, 4 de abril de 2026

Informante acusa policiais civis de SP de desviar carga de cocaína ligada a Fuminho e Marcola; delator foi morto a tiros

Francisco Félix

Francisco Félix

Publicado em: 01/03/26 – 11:10

Informante acusa policiais civis de SP de desviar carga de cocaína ligada a Fuminho e Marcola; delator foi morto a tiros

Francisco Félix

Francisco Félix

Publicado em: 01/03/2026
11:10

Um documento produzido em papel timbrado da 5ª Delegacia de Crimes Funcionais, vinculada à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, revela acusações graves envolvendo investigadores da corporação e o suposto desvio de uma carga de cocaína atribuída a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O relato é de Tiago Lobo, que atuava como informante de policiais civis investigados pela própria Corregedoria. No pedido de acordo de colaboração premiada, obtido pelo InfoCaldas, ele afirma que agentes teriam interceptado e desviado parte de uma carga de cocaína pertencente a Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como Fuminho, apontado como aliado direto de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da facção.

Interceptação na divisa

Segundo o documento, a droga teria sido interceptada na Rodovia Euclides da Cunha, na região de Rubinéia, após cruzar a divisa com Mato Grosso do Sul.

No depoimento, Lobo descreve rotas, nomes e uma suposta divisão de valores. Ele cita nominalmente os investigadores Alexandre Idalgo, Rafaela Bertoletti e Alberto Solano como responsáveis pelo desvio de parte da carga.

Vídeo e “gansos”

O informante menciona ainda a existência de um vídeo em que um dos chamados “gansos” — termo usado para designar informantes da Polícia Civil que participam de ações operacionais — apareceria com dinheiro que, segundo ele, teria origem na droga desviada.

De acordo com o relato, esses colaboradores teriam participado diretamente da ação realizada na região de fronteira entre São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Assassinato

Tiago Lobo foi assassinado com 10 tiros em novembro do ano passado, em Campo Grande. As circunstâncias do crime seguem sob investigação.

Até o momento, não há informações públicas sobre eventual manifestação oficial dos investigadores citados ou da Polícia Civil acerca das acusações.

O espaço segue aberto para posicionamento das partes mencionadas.

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