A Heineken anunciou uma ampla reestruturação global que prevê a eliminação de 5 mil a 6 mil postos de trabalho nos próximos dois anos. No cenário mais extremo, o número representa quase 7% dos aproximadamente 87 mil funcionários da companhia em todo o mundo.
A medida ocorre em um momento de transformação no mercado de bebidas alcoólicas, marcado pela desaceleração do consumo de cerveja e por mudanças nos hábitos dos consumidores. Em 2025, o volume de cerveja comercializado pela companhia recuou 1,2%, enquanto as bebidas sem álcool ganharam espaço em diferentes mercados.
Segundo o plano apresentado pela empresa, os cortes deverão atingir diferentes áreas da operação, incluindo cervejarias, escritórios, cadeia de suprimentos e estruturas regionais.
Até o primeiro semestre de 2026, aproximadamente 3 mil postos de trabalho já haviam sido eliminados como parte do processo de reorganização.
Mudanças nas fábricas
A reestruturação também envolve alterações na estrutura industrial da companhia. Em Singapura, por exemplo, a produção de cerveja em grande escala na unidade de Tuas será encerrada gradualmente até o final de 2027.
Após a mudança, o espaço deverá ser utilizado principalmente para atividades logísticas, dentro da estratégia de reorganização da operação da empresa.
Apesar dos cortes, a Heineken registrou crescimento de receita em 2025. A companhia afirma que o objetivo da reestruturação é reduzir custos, aumentar a produtividade e direcionar investimentos para segmentos considerados estratégicos.
A empresa também busca acompanhar a mudança no comportamento dos consumidores, com maior atenção a produtos sem álcool e outras categorias que apresentam potencial de crescimento.
O processo de transformação ocorre em um cenário de pressão sobre grandes fabricantes de bebidas, que precisam equilibrar redução de custos, inovação e adaptação às novas preferências do mercado.
