O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou no domingo (19) que a ideia de taxação do Pix teria surgido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração foi feita em publicação nas redes sociais e ocorre em meio ao acirramento do debate político em ano eleitoral.
Contexto da discussão
O tema ganhou força após uma instrução normativa da Receita Federal, publicada em setembro de 2024, que determinava o envio de informações sobre movimentações financeiras acima de R$ 5 mil para pessoas físicas, incluindo operações via Pix. A medida tinha como objetivo declarado o combate à sonegação e à lavagem de dinheiro.
Em janeiro de 2025, o assunto ganhou grande repercussão após um vídeo do deputado Nikolas Ferreira viralizar nas redes sociais, com críticas à possível taxação. O episódio teve impacto político e levou o governo a revogar a norma.
Histórico de propostas
Durante o governo Bolsonaro, o então ministro da Economia Paulo Guedes chegou a defender a criação de um imposto sobre transações digitais, com alíquota sugerida de 0,2%. A proposta não avançou.
Posteriormente, o próprio Bolsonaro afirmou que a ideia foi discutida, mas não implementada em sua gestão.
Estratégia política
A fala de Haddad é interpretada como parte da estratégia de pré-campanha, que busca reposicionar o debate sobre tributação no país.
O ex-ministro deve enfrentar o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nas eleições estaduais. Nos bastidores, aliados defendem a associação de Haddad a pautas como a taxação de grandes fortunas e setores de alta renda, como forma de reforçar o discurso de justiça tributária.