quarta-feira, 14 de outubro de 2026
O governo Lula estuda criar uma nova contribuição previdenciária para empresas que mantêm uma parcela elevada de sua força de trabalho contratada como Pessoa Jurídica (PJ).

Governo Lula estuda nova contribuição previdenciária sobre empresas com muitos trabalhadores PJ

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Francisco Félix

Publicado em: 26/08/26 – 14:35

Governo Lula estuda nova contribuição previdenciária sobre empresas com muitos trabalhadores PJ

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Publicado em: 26/08/2026
14:35
O governo Lula estuda criar uma nova contribuição previdenciária para empresas que mantêm uma parcela elevada de sua força de trabalho contratada como Pessoa Jurídica (PJ).

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda a criação de uma nova contribuição previdenciária para empresas que mantêm uma parcela elevada de sua força de trabalho contratada como Pessoa Jurídica (PJ).

A proposta foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e faz parte das discussões da equipe econômica para ampliar a arrecadação da Previdência Social e combater o que o governo classifica como “pejotização abusiva”.

A ideia é estabelecer uma diferenciação entre empresas que utilizam PJs como forma regular de terceirização e aquelas que, segundo o governo, utilizariam o modelo para substituir trabalhadores que deveriam ter vínculo pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Em entrevista à Agência Estado, Durigan citou exemplos para explicar a lógica estudada. Uma empresa com aproximadamente 10% de trabalhadores PJ poderia representar uma situação convencional de terceirização. Já uma companhia na qual 80% da força de trabalho estivesse nesse regime poderia ser submetida a uma tributação diferente.

Segundo o ministro, a contratação de trabalhadores como PJ ou por meio de outros regimes empresariais pode retirar direitos e proteções trabalhistas quando, na prática, existir uma relação de emprego.

Nova cobrança para compensar a Previdência

A proposta em estudo prevê que empresas com níveis considerados elevados de pejotização possam ser obrigadas a realizar uma contribuição previdenciária adicional.

A justificativa do governo é que a substituição de trabalhadores com carteira assinada por prestadores de serviços PJ reduz a contribuição sobre a folha de pagamentos e, consequentemente, a arrecadação destinada à Previdência.

A equipe econômica também argumenta que a mudança poderia combater situações em que trabalhadores exercem atividades com características de vínculo empregatício, mas são formalmente contratados como empresas.

O tema ganha importância diante da pressão sobre as contas da Previdência e da necessidade de ampliar receitas para equilibrar as contas públicas.

Governo também mira funcionalismo

Além da discussão sobre a pejotização, Dario Durigan indicou que o governo pretende discutir mudanças relacionadas a benefícios considerados privilégios de militares e de setores do funcionalismo público.

A estratégia faz parte de um conjunto mais amplo de medidas que busca aumentar a arrecadação e controlar despesas.

Até o momento, a nova contribuição sobre empresas com alta proporção de trabalhadores PJ está em fase de estudo e ainda depende da definição dos critérios, alíquotas e eventual proposta legislativa.

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