O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu convocar uma reunião de emergência na manhã de sábado (3) em Brasília para tratar das repercussões do ataque militar ocorrido na Venezuela nas primeiras horas do dia. A informação foi confirmada por fontes do governo e pela GloboNews, que indicaram que o encontro acontecerá ainda neste sábado e reunirá ministros e assessores do alto escalão para debater a situação.
O anúncio ocorre em meio a relatos de múltiplas explosões na capital venezuelana, Caracas, movimentação de aeronaves em baixa altitude e queda de energia em diversos pontos da cidade — eventos que o governo venezuelano classificou como “agressão militar” e que teriam relação com uma operação mais ampla atribuída aos Estados Unidos. A ação já provocou reações diversas na comunidade internacional e levantou debates sobre soberania, direito internacional e estabilidade regional.
O objetivo principal da reunião emergencial é avaliar potenciais impactos políticos, diplomáticos e de segurança para o Brasil e a América do Sul, diante de uma escalada que tem grande potencial para afetar o equilíbrio regional. Autoridades brasileiras deverão analisar as informações disponíveis, coordenação com parceiros diplomáticos e possíveis medidas de resposta ou posicionamento oficial diante da crise internacional em desenvolvimento.
Fontes ouvidas pela imprensa também indicam que, além de ministros, representantes do Itamaraty e da área de defesa poderão estar presentes, já que o governo busca monitorar atentamente os desdobramentos e se posicionar de forma coordenada com outros atores regionais. A condução de debates sobre soberania nacional, respeito à integridade territorial e estabelecimento de canais de comunicação diplomática com Caracas e Washington deve constar na pauta.
Especialistas em relações internacionais apontam que um encontro desse nível é uma resposta típica de governos que desejam analisar rapidamente os efeitos de eventos de grande magnitude no cenário externo, especialmente quando envolvem vizinhos geográficos, alianças estratégicas e possíveis repercussões em fluxos migratórios, comércio, defesa e política externa.
Até o momento, o governo brasileiro não emitiu uma declaração pública oficial sobre o conteúdo das discussões em Brasília, mas a convocação da reunião emergencial é vista pelos analistas como um movimento para reforçar a coordenação interna, ajustar possíveis notas diplomáticas e definir uma postura clara diante da crise entre os Estados Unidos e a Venezuela.


