terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
O governo francês afirmou neste sábado (3) que a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro viola o direito internacional.
imagem retirada da internet

França diz que captura de Maduro viola o direito internacional

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 03/01/26 – 14:13

França diz que captura de Maduro viola o direito internacional

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 03/01/2026
14:13
O governo francês afirmou neste sábado (3) que a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro viola o direito internacional.
imagem retirada da internet

O governo da França afirmou neste sábado (3) que a operação militar realizada pelos Estados Unidos, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, contraria princípios fundamentais do direito internacional. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.

Segundo o chanceler, a ação viola o princípio de não recorrer ao uso da força, um dos pilares do direito internacional. Barrot destacou ainda que a França mantém o entendimento de que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta por agentes externos e que apenas os povos soberanos têm o direito de decidir seu próprio futuro.

“A operação militar que levou à captura de Nicolás Maduro viola o princípio de não recorrer à força, que fundamenta o direito internacional. A França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que somente os povos soberanos podem decidir seu futuro”, escreveu o ministro em publicação na rede social X.

A manifestação ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar a ofensiva militar e anunciar que Maduro foi capturado e retirado da Venezuela. De acordo com fontes próximas ao presidente francês Emmanuel Macron, o chefe de Estado acompanha de perto a situação no país sul-americano e mantém diálogo constante com parceiros regionais.

Operação militar e desdobramentos judiciais

Testemunhas e equipes jornalísticas relataram explosões, colunas de fumaça e intenso tráfego de aeronaves sobre Caracas durante cerca de 90 minutos. Moradores de cidades costeiras também descreveram o céu avermelhado e tremores no solo provocados pelas explosões.

Diversos bairros da capital venezuelana ficaram sem energia elétrica logo após o início dos bombardeios. Em meio à operação, o governo local decretou estado de emergência nacional.

Após a captura, Donald Trump afirmou que Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram colocados a bordo do navio USS Iwo Jima, com destino a Nova York. A missão, classificada por autoridades americanas como de “velocidade impressionante”, contou com apoio da CIA e de forças policiais dos Estados Unidos para localizar e deter os alvos em Caracas.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou que Maduro deverá responder à Justiça americana por crimes atribuídos ao seu governo. Com a chegada ao território norte-americano, o líder venezuelano deverá ser submetido ao sistema judicial para responder aos mandados de prisão pendentes.

O governo dos Estados Unidos oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à captura de Maduro, valor atualizado em agosto de 2025. Enquanto o processo judicial é preparado, o cenário político na Venezuela segue indefinido, com a oposição acompanhando possíveis movimentos de transição de poder.

InfoCaldas Notícias – Aqui a informação é levada a sério!

PUBLICIDADE

Info Caldas © 2025 – Todos os direitos reservados