O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, votou nesta terça-feira (15) pela manutenção da tramitação separada dos processos que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A decisão ocorre em um momento de crescente tensão interna na Corte, marcado pelo avanço das investigações relacionadas ao Banco Master e por divergências entre gabinetes sobre a condução dos procedimentos.
Ao apresentar seu voto em plenário, Fachin defendeu que cada processo siga seu curso de forma independente, respeitando a autonomia dos expedientes e os critérios regimentais do tribunal. O ministro rejeitou a proposta de unificação das apurações sob uma única relatoria, argumentando que a medida poderia gerar insegurança processual e comprometer a ordem dos trabalhos.
Segundo o entendimento do presidente do STF, a separação dos casos contribui para preservar a regularidade dos ritos e evitar conflitos na condução das investigações. A manifestação é vista como uma tentativa de reduzir o desgaste institucional em meio ao cenário de questionamentos e troca de relatórios entre diferentes setores da Corte.
Nos bastidores de Brasília, o posicionamento de Fachin ocorre enquanto os demais ministros analisam os desdobramentos das investigações e discutem os próximos passos relacionados aos procedimentos em andamento.
A decisão ainda será apreciada pelos demais integrantes do Supremo, que deverão definir os rumos das apurações e a forma como os processos continuarão tramitando.
