sexta-feira, 3 de abril de 2026
Estados começam a aderir à proposta do governo federal para reduzir o preço do diesel.

Estados começam a aderir a subsídio para reduzir preço do diesel

Francisco Félix

Francisco Félix

Publicado em: 31/03/26 – 11:46

Estados começam a aderir a subsídio para reduzir preço do diesel

Francisco Félix

Francisco Félix

Publicado em: 31/03/2026
11:46
Estados começam a aderir à proposta do governo federal para reduzir o preço do diesel.

Os governos do Rio Grande do Sul e de Sergipe anunciaram, na noite de segunda-feira (30), adesão à proposta do governo federal de conceder uma subvenção de R$ 1,20 por litro do diesel importado. A medida tem como objetivo reduzir o preço do combustível no mercado interno.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também sinalizou apoio à iniciativa, que vem sendo articulada pelo Ministério da Fazenda.


Divisão dos custos

Pela proposta, o valor do subsídio será dividido entre a União e os estados. Cada um arcaria com R$ 0,60 por litro de diesel importado.

O Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido no país, o que torna o preço do combustível sensível às variações internacionais — especialmente em momentos de instabilidade, como a atual guerra no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo.


Impacto bilionário

Segundo estimativas da equipe econômica, o custo total da medida até o dia 31 de maio pode chegar a R$ 3 bilhões. Desse montante, aproximadamente R$ 1,5 bilhão seria bancado pelo governo federal.

A adesão dos estados ainda está em andamento, mas, de acordo com apuração, a proposta já conta com ampla maioria de apoio entre as unidades da Federação.


Alternativa após impasse do ICMS

Antes dessa proposta, o governo federal havia sugerido que os estados zerassem o ICMS sobre o diesel importado até o fim de maio. A ideia, no entanto, não avançou, mesmo com a União se oferecendo para compensar parte das perdas na arrecadação.

Diante do impasse, a subvenção direta surgiu como alternativa para conter a alta dos combustíveis.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, afirmou que, caso não houvesse adesão dos estados, o governo estudaria outras soluções para enfrentar a alta dos preços.

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