O aumento das probabilidades de formação de um forte El Niño em 2026 levou o Bradesco BBI a divulgar um relatório alertando para possíveis impactos na economia brasileira, no agronegócio e no mercado financeiro.
Segundo os analistas, o fenômeno climático pode provocar pressão inflacionária, principalmente por meio do aumento no preço dos alimentos, além de afetar energia, logística e expectativas econômicas.
O relatório aponta que frutas, hortaliças, grãos e proteínas animais estão entre os itens mais vulneráveis às alterações climáticas e possíveis perdas de safra.
📈 EMPRESAS QUE PODEM SE BENEFICIAR
O banco destacou empresas que podem apresentar melhor desempenho em determinados cenários ligados ao El Niño:
• AXIA6
• ENEV3
• SMTO3
• TTEN3
• CAML3
No setor elétrico, o relatório aponta possibilidade de alta nos preços de energia devido à menor disponibilidade hídrica e maior demanda por resfriamento.
A Eneva aparece como destaque em cenários de maior acionamento de usinas térmicas.
⚠️ EMPRESAS QUE EXIGEM MAIS CAUTELA
O estudo também cita companhias que podem enfrentar maior pressão operacional:
• SBSP3
• SLCE3
• MDIA3
Segundo o Bradesco BBI, empresas como a Sabesp podem sofrer aumento de custos sem compensação tarifária imediata.
🌾 IMPACTOS NO AGRO
No agronegócio, o banco avalia que os efeitos variam conforme região e cultura agrícola.
A São Martinho pode se beneficiar em cenários favoráveis para açúcar e etanol, enquanto a 3tentos aparece como modelo mais resiliente por diversificar operações.
Já a M. Dias Branco pode enfrentar compressão de margens caso o aumento dos custos avance mais rápido do que o repasse ao consumidor.
O relatório também cita JBS e BRF como empresas com proteção maior graças à diversificação geográfica.
Segundo o banco, o El Niño deve ser analisado de forma técnica, levando em consideração exposição regional, cadeia produtiva e capacidade operacional de cada setor.
