Cuba registrou neste sábado o segundo apagão nacional em menos de uma semana, após uma falha em uma usina termelétrica provocar a desconexão total do sistema elétrico do país.
Segundo autoridades, o problema gerou um efeito cascata que comprometeu toda a rede de energia, evidenciando a fragilidade da infraestrutura elétrica cubana, considerada envelhecida. A situação também é agravada pelas dificuldades no fornecimento de combustível, impactado por restrições externas, incluindo o embargo dos Estados Unidos.
Na capital Havana, o apagão deixou ruas completamente às escuras e obrigou o governo a acionar microrredes emergenciais para manter serviços essenciais, como hospitais e estações de tratamento de água.
A população já enfrenta uma rotina de cortes prolongados de energia, que chegam a até 15 horas diárias na capital e ultrapassam 40 horas em regiões do interior.
A crise energética se soma à escassez de alimentos e medicamentos, aumentando a insatisfação popular. Nos últimos dias, protestos foram registrados em diferentes áreas do país, incluindo a depredação de um escritório provincial do Partido Comunista de Cuba.
O cenário evidencia o agravamento da crise estrutural enfrentada pela ilha, com impactos diretos no cotidiano da população e na estabilidade social.