Medida é classificada como “gesto humanitário” em meio à pressão dos Estados Unidos e crise energética na ilha
O governo de Cuba anunciou, na quinta-feira, a libertação antecipada de 2.010 presos como parte de um indulto relacionado às celebrações da Semana Santa.
De acordo com comunicado oficial divulgado pela imprensa estatal, a decisão foi classificada como um “gesto humanitário e soberano”, adotado no contexto das celebrações religiosas.
Essa é a segunda liberação de detentos anunciada em menos de um mês, em um cenário marcado por crescente pressão dos Estados Unidos sobre a ilha.
O anúncio ocorre pouco após o governo do ex-presidente Donald Trump flexibilizar, na prática, o bloqueio petrolífero imposto a Cuba, permitindo a entrada de um petroleiro russo no país.
A medida ocorre em meio a uma grave crise energética enfrentada pela ilha, que tem impactado o abastecimento e o cotidiano da população.
Analistas apontam que a libertação em massa pode ter tanto um caráter humanitário quanto político, diante do atual cenário de tensões internacionais e dificuldades econômicas.
