quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Crise no PL: Márcio Corrêa desafia Wilder Morais e chama candidatura do senador de “projeto pessoal falido”

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Júnior Silva

Publicado em: 27/08/26 – 18:45

Crise no PL: Márcio Corrêa desafia Wilder Morais e chama candidatura do senador de “projeto pessoal falido”

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Júnior Silva

Publicado em: 27/08/2026
18:45

A temperatura subiu drasticamente nos bastidores do Partido Liberal (PL) em Goiás nesta quinta-feira (27). O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), partiu para o ataque direto contra o senador e presidente estadual da sigla, Wilder Morais (PL). O estopim da crise ocorreu após o partido ameaçar Corrêa de expulsão por conta de seu apoio declarado à reeleição do governador Daniel Vilela (MDB), indo na contramão da candidatura própria do PL, encabeçada pelo próprio Wilder.

Longe de recuar diante da ameaça de sanções, Márcio Corrêa subiu o tom do discurso, evidenciando uma ruptura agressiva dentro da principal legenda da direita goiana e sugerindo que não aceitará passivamente as retaliações da cúpula estadual.

As acusações e o “projeto falido”

O embate ganhou contornos de guerra aberta quando o prefeito de Anápolis passou a disparar críticas contundentes à forma como Wilder Morais conduz o partido e a sua própria campanha ao Governo de Goiás. Em suas falas recentes, Corrêa mirou diretamente na viabilidade política do senador:

  • Incoerência: O prefeito acusou Wilder de ser incoerente em suas decisões e na condução das articulações partidárias, sugerindo falta de habilidade para aglutinar lideranças.
  • Falta de viabilidade: Corrêa não economizou nos adjetivos ao classificar a candidatura de Wilder Morais ao Palácio das Esmeraldas como um “projeto pessoal falido”, apontando que a insistência na candidatura própria estaria isolando o partido no estado.

Ameaça de expulsão e reação

A crise teve início oficial no último final de semana, quando Márcio Corrêa — eleito prefeito de Anápolis pelo PL — participou ativamente da inauguração do comitê de campanha de Daniel Vilela, reafirmando seu apoio ao candidato da base caiadista. A atitude foi vista como uma traição direta ao projeto de Wilder Morais.

A Executiva estadual do PL não demorou a reagir e convocou uma reunião para discutir a “imprescindibilidade do respeito à fidelidade partidária”. Ao ser notificado sobre o processo disciplinar que pode culminar em sua expulsão, Corrêa avisou aos aliados próximos que, se o partido levar a sanção adiante, ele mudará completamente de postura e passará a atuar como um crítico ferrenho da campanha de Wilder.

O senador Wilder Morais tentou minimizar o impacto inicial, classificando a atitude do prefeito de Anápolis como uma “infelicidade”. Contudo, as declarações recentes de Márcio Corrêa deixam claro que o embate escalou para um caminho sem volta, prometendo novos capítulos de turbulência na direita goiana na reta final da disputa eleitoral.

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