A Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado deve votar, nesta terça-feira (31), a partir das 9h, uma série de requerimentos relacionados ao caso do Banco Master. Entre as medidas em análise estão pedidos de quebra de sigilo de pessoas e empresas com suposta ligação ao esquema investigado.
Entre os nomes citados está Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. Também estão na lista cinco empresas com conexões com o caso: Kairos FIP, Clínica Mais Médicos, Laguz FIDC, Fraction 024 e Prime Aviation.
Convocações de políticos e autoridades
A comissão também deve analisar pedidos de convocação de autoridades e ex-gestores públicos. Entre eles, o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que deixou o cargo nesta segunda-feira para disputar o Senado, e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
Outro nome na lista é o ex-diretor do Banco Central, Renato Dias de Brito Gomes. Também serão votados pedidos de convocação de Yan Felix Hirano, apontado como possível facilitador de operações ilícitas, e do desembargador Macário Júdice.
Campos Neto deve faltar à oitiva
Na pauta também está prevista a oitiva do ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, que não deve comparecer.
Isso porque, no início do mês, o Supremo Tribunal Federal concedeu habeas corpus ao ex-dirigente, garantindo que ele não seja obrigado a prestar depoimento à CPI.
O convite partiu do senador Jaques Wagner, que busca esclarecimentos sobre possíveis falhas na regulação e fiscalização bancária que teriam permitido a atuação de organizações criminosas no sistema financeiro.
Investigação envolve decisões do BRB
De acordo com os requerimentos, a convocação de Ibaneis Rocha se justifica por dois fatores principais: a relação de seu escritório de advocacia com entidades investigadas nas operações “Compliance Zero” e “Carbono Oculto”, e sua atuação em decisões estratégicas do Banco de Brasília (BRB) envolvendo o Banco Master.
O colapso do Banco Master é apontado como um dos principais focos da investigação da CPI, que apura a possível infiltração de organizações criminosas no sistema financeiro nacional.