O governo da Costa Rica anunciou, na quarta-feira (18), o fechamento de sua embaixada em Havana e a expulsão de diplomatas de Cuba, em uma decisão que eleva a tensão diplomática na região.
A medida foi justificada pelo presidente Rodrigo Chaves, que afirmou ser necessário “limpar o hemisfério dos comunistas” e declarou não reconhecer o regime cubano, citando denúncias de repressão e violações de direitos.
Segundo o governo costa-riquenho, as relações diplomáticas entre os dois países estão encerradas, e os representantes cubanos terão prazo até o fim do mês para deixar o território.
Apesar do rompimento, a Costa Rica informou que manterá serviços consulares mínimos. Cidadãos costa-riquenhos que estiverem em Cuba passarão a ser atendidos por meio de representação no Panamá.
O chanceler Arnoldo André Tinoco confirmou a decisão. Em resposta, o governo cubano criticou a medida e acusou a Costa Rica de alinhamento com os Estados Unidos, em meio à proximidade política com o ex-presidente Donald Trump.