segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Corpo de corretora desaparecida em Caldas Novas é encontrado após 47 dias e síndico com o filho são presos

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 28/01/26 – 08:16

Corpo de corretora desaparecida em Caldas Novas é encontrado após 47 dias e síndico com o filho são presos

Júnior Silva

Júnior Silva

Publicado em: 28/01/2026
08:16

Um desfecho trágico marcou um dos casos mais angustiantes de 2025 no interior de Goiás: o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, 43 anos, foi encontrado na madrugada desta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, em uma região de mata em Caldas Novas, encerrando um período de 47 dias de buscas intensas pela mulher que havia desaparecido em circunstâncias misteriosas.

Daiane estava desaparecida desde a noite de 17 de dezembro de 2025, quando foi vista pela última vez descendo ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia elétrica em seu apartamento. Imagens de câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador e descendo ao subsolo por volta de 18h58, mas não há registros dela retornando ou deixando o edifício posteriormente, um dado que gerou frustração e angústia na família e na comunidade durante as primeiras semanas de investigação.

A Polícia Civil de Goiás, por meio de uma força-tarefa que envolveu o Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) e a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), intensificou as diligências após constatar indícios de crime violento e não apenas um desaparecimento sem explicação. Na madrugada em que o corpo foi localizado, os agentes prenderam o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, como suspeitos de envolvimento no homicídio de Daiane.

Corretora de imóveis Daiane Alves desaparecida em Caldas Novas no prédio em mora

Durante a operação, um porteiro do prédio também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, embora seu nome não tenha sido divulgado oficialmente e ele não tenha sido detido. A Polícia Civil ainda não informou se as prisões dos suspeitos são temporárias ou preventivas, nem ofereceu detalhes completos dos depoimentos prestados até o momento, mantendo partes da investigação em sigilo para não comprometer a coleta de provas.

O caso ganhou repercussão nacional devido à sequência de eventos antes do desaparecimento: Daiane enviou um vídeo a uma amiga no dia do sumiço, mostrando a falta de energia elétrica no apartamento e explicando que desceria ao subsolo para tentar resolver o problema, enquanto imagens das câmeras mostravam o momento em que ela distribuía informações sobre a queda de luz e interagia brevemente com um morador antes da descida final.

Anteriormente às prisões e à localização do corpo, o Ministério Público de Goiás já havia oferecido denúncia contra o síndico por perseguição reiterada (stalking) e abuso de função, com alegações de que ele monitorava rotina e atividades de Daiane, além de conflitos e processos registrados entre os dois. Cleber estava respondendo a diversos processos relacionados à corretora, incluindo acusações de lesão corporal e condutas pregressas que agravaram a complexidade do caso.

A confirmação da morte de Daiane e a detenção dos principais suspeitos representam um marco nas investigações, mas muitos detalhes ainda estão sendo apurados. Autoridades prometem continuar a coleta de provas e depoimentos para esclarecer o motivo, as circunstâncias precisas e a dinâmica do crime, enquanto familiares e a comunidade aguardam por respostas completas sobre um desfecho que chocou Caldas Novas e outras regiões do estado.

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