quarta-feira, 14 de outubro de 2026
O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA ampliou o relatório chamado “Arquivos da Censura no Brasil” e voltou a criticar decisões judiciais brasileiras relacionadas às plataformas digitais.

Comitê da Câmara dos EUA amplia relatório e critica decisões judiciais brasileiras sobre plataformas digitais

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Francisco Félix

Publicado em: 14/07/26 – 09:31

Comitê da Câmara dos EUA amplia relatório e critica decisões judiciais brasileiras sobre plataformas digitais

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Publicado em: 14/07/2026
09:31
O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos EUA ampliou o relatório chamado “Arquivos da Censura no Brasil” e voltou a criticar decisões judiciais brasileiras relacionadas às plataformas digitais.

O Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, presidido pelo deputado republicano Jim Jordan, divulgou uma ampliação do relatório denominado “Arquivos da Censura no Brasil”, documento que reúne críticas a decisões judiciais e ações de autoridades brasileiras relacionadas à moderação de conteúdo em plataformas digitais.

No relatório, o comitê afirma que autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, estariam promovendo medidas que impactam a liberdade de expressão em plataformas digitais sediadas nos Estados Unidos.

O documento reproduz decisões judiciais brasileiras envolvendo empresas como Facebook, Instagram, Telegram e outras plataformas, destacando determinações para remoção de conteúdos, suspensão de perfis e fornecimento de informações cadastrais de usuários mediante ordens judiciais.

Segundo o comitê norte-americano, essas medidas extrapolariam os limites da jurisdição brasileira ao afetarem serviços e empresas sediados em território americano. O relatório sustenta que determinadas decisões poderiam atingir direitos relacionados à liberdade de expressão protegidos pela legislação dos Estados Unidos.

Entre os casos mencionados está a suspensão da plataforma Rumble no Brasil, após o descumprimento de determinações judiciais relacionadas à remoção de conteúdos. O documento também cita questionamentos envolvendo a atuação do Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE).

O relatório reforça críticas já apresentadas anteriormente por parlamentares republicanos, que acompanham decisões brasileiras relacionadas ao combate à desinformação e à regulação das plataformas digitais.

Até o momento, autoridades brasileiras têm defendido que as medidas adotadas pelo Poder Judiciário seguem a legislação nacional e visam garantir o cumprimento de decisões judiciais, a proteção de direitos fundamentais e o combate a práticas consideradas ilícitas no ambiente digital.

O tema continua gerando debates tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos sobre os limites da atuação das plataformas, a soberania nacional e o equilíbrio entre liberdade de expressão e responsabilização por conteúdos publicados na internet.

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