O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), marcou para esta segunda-feira (23) sua saída do cargo, em meio ao avanço de um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode resultar em sua cassação.
O julgamento do caso será retomado na terça-feira (24), e também pode tornar o governador inelegível, o que impactaria seus planos políticos para as eleições deste ano.
A decisão de deixar o cargo foi construída após dias de negociações nos bastidores e deve abrir caminho para a realização de uma eleição indireta para o chamado “mandato-tampão”. Nesse modelo, os deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) serão responsáveis por eleger um novo governador, que ficará no cargo até a posse do vencedor das eleições de outubro.
Cláudio Castro havia sido anunciado como pré-candidato ao Senado pelo Partido Liberal (PL), mas foi surpreendido pelo avanço do processo no TSE.
Nos bastidores, aliados avaliam que, mesmo em caso de condenação, ainda haveria a possibilidade de disputar o Senado sub judice, enquanto recorre da decisão na Justiça Eleitoral.
O entorno do governador também relata insatisfação com lideranças do partido, que, segundo Castro, não teriam atuado de forma efetiva em sua defesa junto a ministros da Corte.
Apesar de, em um primeiro momento, cogitar permanecer no cargo, prevaleceu o entendimento de que a renúncia antes da conclusão do julgamento poderia trazer melhores efeitos políticos. A avaliação entre aliados é de que a saída antecipada pode reduzir a pressão sobre o caso e até afastar o risco de inelegibilidade.