Pré-candidato à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), prometeu conceder anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos demais condenados pelos atos golpistas de 2023. A declaração foi feita na tarde deste domingo (1º/3), durante manifestação realizada na Avenida Paulista, em São Paulo.
O evento marcou o primeiro grande ato bolsonarista do ano e reuniu lideranças políticas e apoiadores do ex-presidente.
“Anistia plena, geral e irrestrita”
Em discurso, Caiado afirmou que, caso seja eleito presidente, a anistia será sua primeira medida de governo.
“Quero saudar o Nikolas [Ferreira], esse jovem que teve a coragem também de levantar a bandeira do Acorda Brasil e caminhar pelo país todo, mostrando a cara e a sua competência. Flávio Bolsonaro, meu amigo senador da República pré-candidato, saiba que eu, ao meu lado também o governador de Minas Gerais [Romeu Zema (Novo)], nós estamos com o mesmo objetivo. Aquele que chegar lá, eu já disse: o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no 1º de janeiro de 2027”, declarou.
Caiado também destacou o que chamou de “poder de mobilização” de Bolsonaro, mesmo preso.
“Esse homem que conseguiu levantar o Brasil, e dizer em alto e bom som: vamos caminhar pela liberdade e a democracia plena”, afirmou.
Zema critica STF
Outro pré-candidato presente ao ato, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Sem citar nomes, Zema afirmou que é preciso acabar com a “farra dos intocáveis”, em referência a ministros da Corte.
“Estão em Brasília e se consideram acima de todas as leis. Não vamos nos vergar, não vamos permitir que esses absurdos que estão acontecendo continuem”, declarou.
O ato também contou com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Até o momento, não houve manifestação oficial do STF sobre as declarações feitas durante o evento.